Mestre em Economia pela FGV-EAESP. Coordenou a área de pesquisa de uma das três maiores casas de análise do país antes de fundar o estúdio. Lê e assina os documentos finais.
Análise de dados feita como se escreve: lentamente, com fontes, em parágrafos.
Fundado em 2018 por uma editora de pesquisa econômica e um quant de fundo multimercado, o Arquivo Fractal trabalha para empresas brasileiras que precisam de leitura — não apenas de painéis.
O estúdio nasceu de uma frustração comum a quem trabalhava em ambos os lados — o do dado bruto e o do texto publicado.
Em 2017, Heloísa Vianna coordenava a área de pesquisa em uma das três maiores casas de análise econômica do país. Rafael Costa Pinto trabalhava como quant em uma gestora de fundos multimercado em São Paulo. Os dois se conheciam de um curso de extensão, e voltaram a conversar quando ela precisou de um modelo de cenário macroeconômico que três fornecedores diferentes haviam entregado com resultados conflitantes.
A história ficou maior do que o pedido. Em vez de comprar mais um relatório, eles abriram a base, reescreveram as premissas, documentaram divergências e devolveram uma carta para o conselho da casa de análise. A carta foi para a presidência. A presidência pediu mais cartas. Um ano depois, o Arquivo Fractal estava registrado como sociedade limitada, com escritório nos Jardins e três projetos contratados.
A premissa do estúdio é a mesma daquela primeira carta. Dado bruto não decide nada. Painel automatizado também não. O que decide é uma leitura escrita, com responsável editorial nominalmente identificado, fontes citáveis, contraste com expectativas anteriores e dúvidas sinalizadas em voz alta. Isso pode parecer óbvio dito assim — mas é raro encontrar empresas que recebam esse material das fontes que já contratam.
Em sete anos, atendemos 87 projetos. Recusamos um número parecido. Quando o pedido é por gráfico bonito sem leitura por trás, indicamos um designer. Quando é por modelo preditivo sem auditoria possível, indicamos um pacote estatístico aberto. Quando é por um documento que precisa circular no conselho, ficamos.
Não vendemos sofisticação técnica. Vendemos clareza editorial sobre material complexo.— Heloísa Vianna, sócia-fundadora
Quatro compromissos que organizam o trabalho.
Toda análise tem um responsável editorial.
Cada documento que sai do estúdio tem nome no rodapé. Não publicamos análise anônima, não escondemos quem escreveu, não diluímos a responsabilidade em "o time". Se houve um erro, é possível voltar à pessoa e à conversa em que o erro foi tomado por correto.
Premissas escritas, antes do número final.
O caderno de premissas precede o resultado. Antes de rodar qualquer modelo, escrevemos o que estamos assumindo. Se as premissas mudarem ao longo do projeto, registramos a mudança e a data. O cliente recebe os dois cadernos no fechamento — o inicial e o final.
Aberto à auditoria.
Qualquer linha do modelo, qualquer afirmação do documento, qualquer recorte do painel deve ser reconstrutível por uma terceira parte com acesso à base. Trabalhamos com a hipótese de que o material pode ser lido por um auditor externo, e arquitetamos a entrega para essa leitura.
O método sai junto com a entrega.
Quando o projeto termina, o cliente tem o documento, os modelos e a documentação do processo. Em formato editável, sem licença proprietária. Em alguns casos, o cliente continua o trabalho internamente. Em outros, volta. As duas opções são bem-vindas.
Nove analistas que assinam o que escrevem.
Time deliberadamente pequeno. Cada projeto tem um responsável editorial e um responsável técnico designados, com nome em capa e rodapé.
Engenheiro de produção pela USP, ex-quant em gestora multimercado. Cuida da arquitetura técnica dos modelos e da auditoria interna antes da entrega ao cliente.
Engenheira química pela Unicamp, com passagem por planejamento operacional em duas empresas industriais paulistas. Conduz diagnósticos iniciais para clientes industriais.
Economista pela UFRGS. Trabalhou em pesquisa de uma corretora antes de migrar para o estúdio. Atende clientes em asset management, family offices e crédito privado.
Jornalista pela ESPM, pós em economia. Faz a redação editorial dos documentos longos: relatórios trimestrais, cartas de tese e diagnósticos publicáveis.
Estatístico pelo IME-USP. Cuida da implementação técnica dos modelos e dos pipelines de coleta. Mantém a infraestrutura de processamento do estúdio.
Conheça o estúdio em uma conversa.
Quarenta minutos com Heloísa ou Rafael. Sem apresentação corporativa, sem material de venda — apenas uma conversa para entender o que está em dúvida na sua operação.
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